8/07/2017

UNIVERSIDADE OU POLITÉCNICO?

Olá parisienses!
Hoje, a um dia das candidaturas da primeira fase fecharem, vim dar um pouco a minha opinião sobre a escolha entre universidade ou um politécnico. Atualmente eu estou a tirar a minha licenciatura num politécnico, mas a minha opinião vai ser completamente neutra e não uma tentativa de "puxar a lenha para a minha fogueira".
Desde sempre há bastante guerra entre estes dois tipos de institutos (tal como os públicos e privados, mas isso é um assunto no qual não vou nem quero tocar). Esta tal guerra é um pouco desnecessária porque, digo-vos de partida, ambos são ótimos, a universidade não é melhor que um politécnico só por ter "universidade" no nome.





Para começar o tema logo da melhor maneira, falemos de planos curriculares. Na altura em que estava a escolher as minhas opções para a candidatura, investiguei muito sobre os diferentes planos curriculares na área que queria, tanto nos politécnicos, como nas universidades. A primeira coisa que reparei é que no politécnico tinha mais opções de diferentes cadeiras, que me davam logo uma caminhada mais fácil para o que realmente quero no futuro e no que realmente me quero formar posteriormente, além de que o plano de estudos dos politécnicos (na minha área) são muito mais atrativos.

A segunda coisa que posso falar é sobre o prático e o teórico de cada um. Os politécnicos foram feitos para aplicar e desenvolver o saber e para a solução de problemas mais concretos, práticos e curtos, enquanto numa universidade os estudos são mais orientados para a investigação e a criação do saber sendo cursos mais teóricos e longos. Com o passar do tempo, as universidades começaram a apostar também para o prático, tentando equilibrar-se em relação aos politécnicos, ainda que não chegam aos "calcanhares" desses nesse aspeto.
Terceiro é o "bling bling", o money, o "catching"... o PREÇO. Ao investigar mais a fundo os preços das propinas anuais dos politécnicos e das universidades, podemos afirmar que os politécnicos são mais baratos (não são muito mais baratos, mas uns eurinhos a menos nas propinas por ano/mês, depende da forma de pagamento de cada um, pode ajudar noutras coisas como casa, alimentação, transporte...).
Quarta diferença que vos posso falar é nos professores, não tirando mérito aos professores de ambos os ensinos, mas neste aspeto consigo escolher facilmente quais prefiro. Vou dizer isto de uma forma geral, pois pode haver casos específicos, sendo estes diferentes. Normalmente os professores dos politécnicos além de lecionarem, ainda trabalham, em part-time, na área que estão a lecionar, sendo que conseguem muito mais facilmente aplicar conceitos teóricos, que estão a ensinar aos seus alunos, em prática. Já nas universidades, geralmente os professores apenas lecionam e não trabalham na área (já podem ter trabalhado, mas atualmente apenas lecionam), pois estão habituados ao teórico praticamente desde sempre, sendo mais complicado aplicar o prático. Como disse acima, é apenas uma generalização, pois há casos específicos.
Quinta diferença: passo a dizer que isto acontece na minha área e no meu politécnico e não tenho conhecimento nos do resto do país e como funciona. O meu politécnico oferece imensas vantagens no que toca a coberturas de eventos que é bastante bom para meter no nosso currículo posteriormente, além das constantes palestras que nos dão a conhecer imensa informação importante e ótima para o nosso futuro. Neste caso posso dar um shoutout aos Ciclos da Comunicação do meu politécnico (IPLeiria) e outro que também dou shoutout (mas este passou por outros sítios, incluindo universidades) foi uma palestra de marketing digital da google, se não estou em erro.
Sexta e última: parte dos cursos dos politécnicos, no último semestre da licenciatura, os alunos são postos "à prova" num estágio, que vai ser a nota do último semestre. E porque é que o estágio é bom? Vão por em prática toda a prática que estiveram a aprender durante os 3/4 anos de licenciatura. E há outros cursos em que se tem estágio todos os anos (por exemplo fisioterapia).
De resto, para quem tem medo de não conseguir fazer Erasmus por causa de ir para um politécnico, respira fundo pois é possível fazeres a tua tão adorada experiência, tal e qual como uma universidade normal.

Acho que tudo o que é necessário e mais importante saber sobre a diferença entre ambos os ensinos está aí explicita. Na altura em que fiz os exames, o meu irmão, que se formou numa universidade, disse para não cometer o erro que ele cometeu e candidatar-me a politécnicos, daí a minha investigação na altura. Mas atenção, não é por isto que ele está arrependido do curso em que se formou e onde se formou, simplesmente ele achou que para a minha área (desde já passo a dizer que é comunicação e multimédia), seria mais indicado em investir na minha formação num politécnico. Dito isto, é óbvio que escolho um politécnico, mas não digo que as universidades são piores ou não são igualmente boas!

E agora, já sabem qual é o melhor para vocês? Façam as escolhas certas e tenham um futuro maravilhoso!



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Maira Gall